.AVISO!
Olá, eu estou aqui para informar que a história contem em algumas partes, cenas (como é que eu vou dizer) "hot", eu tou avisar pois não responsabeliso por danos morais.

Terça-feira, 18 de Agosto de 2009
Capitulo4_I

 Estava escuro quando Vane chegou a Glasgow e totalmente negro quando finalmente chegou a Kilrossan.

Quando desceu na plataforma fria, varrida pelos ventos do inverno, um jovem aproximou-se.

- Você deve ser a srta. Hudgens. - A voz e o sorriso eram cordiais. - O jipe está esperando.

- A propósito, sou Angus McEwen - ele acrescentou. - É minha tia que cuida do chalé para os donos, embora não haja muitos visitantes nesta época do ano.

- Queria um lugar tranqüilo e remoto - Vane disse-lhe.

Ele deu risada.

- É exatamente assim.

- E também extremamente frio!

- Tem previsão de neve. - Ele colocou as malas na parte de trás do jipe e partiram.

- Muito gentil de sua parte vir me buscar aqui a; esta hora da noite.

- Faz parte do serviço. Estou em casa de licença e gosto de me manter ocupado. - Ele fez uma pausa. - Como você soube do chalé?

- Através de amigos.

- É uma pena que esteja tão escuro porque a paisagem ao redor é magnífica - ele comentou. - Dizem que o deserto também é bonito, mas não consigo ver de que forma...

- É onde você trabalha?

- Tenho um contrato na Arábia Saudita. - Ele fez outra pausa. - Você gosta de caminhar, srta. Hudgens? Porque, se está planejando, vai sempre precisar avisar minha tia quando pretende ir e voltar. Com neve ou não, o tempo pode ser traiçoeiro nesta época do ano e chamar a equipe de resgate é muito caro.

Vane sorriu.

- Não se preocupe. Vim para relaxar. Ou tentar...

- Então vou lhe dar paz agora. Vane ficou contente com o silêncio.

Ainda não conseguia acreditar que tinha sido tão simples escapar. Não queria nem imaginar a reação de Zackary quando descobrisse que ela não estava lá. Mas não se preocuparia com isso agora.

Pareciam estar a horas e horas na estrada, mas o jipe finalmente parou.

O jovem apontou para uma luz à frente deles.

- Aquele é o chalé Braeside. Minha tia comprou mantimentos. Vou mostrar para você onde estão as coisas e acender a lareira. A água é aquecida por óleo - ele continuou. - E o fogão funciona a gás porque a eletricidade, às vezes, cai com o mau tempo. Mas tia Maggie sempre mantém um bom estoque de velas.

- Ele fez uma pausa. - Você tem certeza de que não vai se importar de ficar aqui sozinha?

- Acredite em mim - Vane disse sinceramente.

- Mal posso esperar.

Certamente, o chalé valia a pena. Era um santuário que ficava a quilômetros de distância de italianos milionários enfurecidos.

A sala era grande e confortavelmente mobiliada. Dois grandes sofás azuis ladeavam a lareira, e havia uma pequena mesa de jantar e duas cadeiras sob a janela. Nenhum dos móveis era novo, mas estavam reluzentes e havia um agradável perfume de cera no ar.

A cozinha era nos fundos e bem equipada, com o prometido pacote de mantimentos sobre um dos balcões.

Além disso, havia um lance de escada de madeira que conduzia ao segundo andar.

Ela levou a mala para cima e deixou-a no quarto da frente. O cômodo era convidativo. Havia tapetes de pele de ovelha sobre o piso de madeira e cortinas no mesmo tom de verde das janelas. Havia também uma antiga cômoda de* madeira com um espelho sobre ela.

Do lado oposto, havia um quarto de solteiro, mobiliado em branco, e no fim do corredor um pequeno banheiro com uma banheira antiga e um chuveiro. Estava tudo limpo e brilhante, de forma imaculada, o que fazia da tia Maggie de Angus um tesouro.

Pena tia Maggie não poder cuidar de High Gables para Simon, ela pensou, e desejou saber se ele estava sentindo falta dela e, ao mesmo tempo, ciente de que não tinha pensado nele um segundo. Estava preocupada com Zac um grau absurdo. Bem, isso acabaria naquele momento. Quando reencontrou Angus no andar de baixo, o fogo já estava forte na lareira.

- O depósito de lenha fica ao lado da casa. Amanhã a loja de titia vai estar fechada por causa do Sabbath, mas se você olhar na geladeira vai ver que ela deixou um almoço para seu domingo. Você não vai morrer de fome. Tudo bem?

- Fico verdadeiramente agradecida - Vane garantiu. - Sua tia teve muito trabalho para me receber. E você também.

- Que nada. - Angus levantou-se. - Espero que você fique bem.

- Com certeza sim. Só vou comer alguma coisa rápida, depois descansar da viagem.

O sorriso dele foi caloroso.

- Então nos vemos por aí. E foi embora.

Finalmente, não havia nada além do silêncio. Vane ficou parada por um tempo, olhando ao redor com profunda satisfação.

Na geladeira, como Angus havia indicado, ela encontrou frango, cenouras e repolho. Mas agora só tomaria uma sopa de lata que estava na sacola que a esperava. Ela carregou a tigela de sopa aquecida para a sala e sentou-se.

Parecia estranho não ter idéia de como era a paisagem do lado de fora do retângulo escuro que eram as janelas. Talvez ajudasse se cerrasse as cortinas, isolando-se da escuridão e do desconhecido.

Quando começou a fechar, percebeu duas coisas: que havia flocos de neve dançando no ar e que podia ouvir o barulho de um motor e ver um par de faróis poderosos se aproximando do chalé.

Oh, Deus!, ela pensou. Certamente, Angus fazendo outra visita sob algum pretexto. Escutou a porta de um carro bater e passos aproximando-se. 

 

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publicado por Sandra.linda às 19:17
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